UNESCO indica 11 novos geoparques: lista inclui Viñales e Niagara

A UNESCO propôs 11 novos geoparques mundiais em oito países, numa lista que inclui Viñales, em Cuba, Niagara, no Canadá, e paisagens do Vale do Rift na Etiópia. A recomendação foi divulgada em 6 de novembro de 2026 e ainda precisa do aval final do Conselho Executivo da organização, previsto para a primavera de 2027 no Hemisfério Norte.
A seleção amplia o mapa do turismo ligado à geologia, à educação ambiental e ao desenvolvimento local. Entretanto, ela não representa uma designação definitiva: o Conselho de Geoparques avaliou as candidaturas e decidiu encaminhá-las para a etapa final.
Se todos os nomes forem aprovados, Cuba, Etiópia e Namíbia receberão seus primeiros Geoparques Mundiais da UNESCO. A rede, atualmente formada por 241 áreas em 51 países, passará a reunir 252 territórios reconhecidos.
Para viajantes, a lista funciona como um radar de destinos que podem ganhar visibilidade internacional. Para as comunidades, o selo costuma fortalecer iniciativas de conservação, educação, pequenos negócios, guias locais e turismo de natureza — sem substituir as regras nacionais de proteção.
O que a UNESCO decidiu em novembro de 2026
O Conselho de Geoparques Mundiais da UNESCO realizou sua 11ª reunião estatutária entre 2 e 4 de novembro, em Paris. Durante os três dias, os especialistas examinaram 81 processos, entre novas candidaturas, pedidos que haviam sido adiados, alterações de área e revalidações.
Ao final, o colegiado recomendou 11 novas áreas. A decisão final pertence ao Conselho Executivo da UNESCO. Portanto, os territórios devem ser tratados como candidatos recomendados, e não como geoparques já oficialmente incluídos na rede.
O ponto central: um Geoparque Mundial não é apenas uma paisagem bonita. A UNESCO avalia a importância geológica internacional, a gestão integrada, a educação e a participação das comunidades no desenvolvimento sustentável.
Quais são os 11 novos geoparques propostos
- Bojonegoro — Indonésia
- Cabox — Canadá
- Central Ethiopia Rift Valley — Etiópia
- Charnwood Forest — Reino Unido
- Cross Channel–Transmanche — França e Reino Unido
- Khon Kaen — Tailândia
- La Hague — França
- Nama-!Garib — Namíbia
- Niagara — Canadá
- Pillanmapu — Chile
- Viñales — Cuba
A distribuição mostra a expansão da rede para diferentes regiões. Há candidaturas na América Latina e Caribe, América do Norte, Europa, África e Ásia. Cross Channel–Transmanche também chama atenção por ser um projeto transnacional entre França e Reino Unido.
Viñales, Niagara e os primeiros reconhecimentos nacionais
Viñales coloca Cuba na rota dos geoparques
Viñales, na província cubana de Pinar del Río, é conhecida pelos mogotes — formações calcárias de contornos arredondados que dominam a paisagem. A área já tem forte apelo cultural e turístico. Se a candidatura for endossada, Cuba terá seu primeiro Geoparque Mundial e também será o primeiro pequeno Estado insular em desenvolvimento a entrar na rede, segundo a UNESCO.
Niagara amplia a presença do Canadá
Niagara aparece ao lado de Cabox entre as duas recomendações canadenses. O Canadá já conta com cinco geoparques reconhecidos na relação oficial da UNESCO; as novas indicações podem ampliar essa presença e gerar novos roteiros que conectem geologia, trilhas, comunidades e interpretação ambiental.

Etiópia e Namíbia podem estrear na rede
Central Ethiopia Rift Valley e Nama-!Garib representam uma possível expansão africana. Caso aprovados, serão os primeiros geoparques mundiais da Etiópia e da Namíbia. Hoje, conforme a própria UNESCO, a África tem apenas três áreas com esse reconhecimento.
O que a indicação pode mudar para turismo e comunidades
A chancela da UNESCO costuma aumentar a projeção internacional de um território, mas ela traz responsabilidades. Os geoparques precisam articular proteção do patrimônio geológico, educação e desenvolvimento sustentável. Isso favorece atividades como centros de visitantes, roteiros interpretativos, formação de guias, hospedagem local, gastronomia e produção artesanal.
O potencial econômico, entretanto, não deve ser confundido com promessa automática de crescimento. O efeito depende de infraestrutura, acesso, capacidade de gestão, participação dos moradores e controle de impactos ambientais. Um destino promovido sem planejamento pode enfrentar pressão sobre trilhas, água, resíduos e moradia.
Para quem pensa em viajar
- Considere os 11 locais como candidatos, até a decisão final de 2027.
- Verifique regras de entrada, segurança, clima e acessibilidade em fontes oficiais do destino.
- Prefira operadores locais regularizados e atividades compatíveis com a conservação.
- Não retire rochas, fósseis ou elementos naturais das áreas visitadas.
Próximos passos: decisão final será em 2027
O relatório do Conselho será encaminhado ao Bureau dos Geoparques e aos Estados-membros. Em seguida, o Conselho Executivo deverá analisar as 11 recomendações na sessão da primavera de 2027. Somente depois desse aval os nomes poderão entrar oficialmente na Rede Mundial de Geoparques.
Na mesma reunião, 60 geoparques existentes receberam “cartão verde”, que renova o reconhecimento por quatro anos. A UNESCO também aprovou alterações de área em Oeste, em Portugal, e extensões menores em Granada, na Espanha, Harz Braunschweiger Land Ostfalen, na Alemanha, e Hațeg Country, na Romênia.
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Fontes consultadas
- UNESCO — Conselho propõe 11 novos Geoparques Mundiais, publicado em 6 de novembro de 2026.
- UNESCO — candidaturas analisadas em 2026.
- UNESCO — lista oficial e funcionamento da Rede Mundial de Geoparques.
Atualizado em 8 de novembro de 2026. A matéria será revisada quando a UNESCO divulgar a decisão final do Conselho Executivo.
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