Olimpíadas de 2036: sete países entram na disputa pela sede

A corrida para sediar as Olimpíadas de 2036 ganhou forma. Índia, Alemanha, Qatar, Hungria, Turquia, África do Sul e Coreia do Sul manifestaram interesse ao Comitê Olímpico Internacional (COI). A lista reúne projetos com ambições históricas, mas ainda não representa uma relação de finalistas — e a sede só deverá ser escolhida em 2029.

7 paísesna fase inicial de interesse
2028previsão de anfitriões preferenciais
2029eleição prevista da sede

Quais países querem sediar as Olimpíadas de 2036

O COI confirmou os sete interessados em 6 de outubro de 2026. Cada proposta chega à disputa com uma narrativa própria: sediar os Jogos pela primeira vez, voltar ao mapa olímpico depois de décadas ou transformar grandes eventos esportivos em motor de turismo e desenvolvimento urbano.

País Contexto da candidatura
Índia Busca receber os Jogos pela primeira vez e associa o projeto à expansão de sua infraestrutura esportiva.
Alemanha Escolheu Munique, cidade que sediou os Jogos de 1972, como centro de sua proposta.
Qatar Pretende levar pela primeira vez os Jogos de Verão a um país árabe do Golfo.
Hungria Já buscou edições anteriores, mas nunca recebeu uma Olimpíada.
Turquia Volta à disputa após tentativas anteriores ligadas a Istambul.
África do Sul Pode se tornar a primeira sede olímpica de verão no continente africano.
Coreia do Sul Tem experiência com Seul 1988 e os Jogos de Inverno de PyeongChang 2018.

A presença na lista não garante avanço. Os projetos serão avaliados em fatores como instalações existentes, transporte, hospedagem, sustentabilidade, apoio público, financiamento e experiência para atletas e visitantes.

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Como funciona a escolha da sede olímpica

O processo atual é diferente das antigas campanhas em que várias cidades gastavam anos e grandes somas em candidaturas formais. O COI mantém um “diálogo contínuo” com interessados e pode avançar para uma conversa direcionada com um ou mais projetos considerados mais desenvolvidos.

Até 31 de outubro de 2026, outros países ainda podem declarar interesse. Depois disso, a Comissão de Futuros Anfitriões analisará os planos apresentados. Os participantes deverão detalhar como pretendem usar arenas existentes, construir apenas o necessário, acomodar atletas, operar aeroportos e transporte público e financiar o evento sem deixar equipamentos sem uso.

Atenção: os sete países são “partes interessadas”. Ainda não existe uma lista oficial de finalistas, e nenhum deles recebeu preferência formal do COI até agora.

A previsão é que os projetos preferenciais sejam convidados ao chamado diálogo direcionado em dezembro de 2028. A eleição pelos membros do COI deve ocorrer em meados de 2029, sete anos antes da abertura dos Jogos.

O que está em jogo para turismo e cidades

Uma Olimpíada pode concentrar atenção mundial sobre a sede, aumentar a procura por voos e hospedagem e acelerar obras de mobilidade. O efeito mais duradouro, porém, depende do planejamento. Novas linhas de transporte e áreas urbanas revitalizadas podem servir moradores por décadas; arenas superdimensionadas podem se tornar caras e subutilizadas.

Para o turismo, a exposição global é uma oportunidade, mas também um teste. A cidade precisa distribuir visitantes, evitar preços excessivos, proteger áreas culturais e naturais e garantir acessibilidade. A experiência dos grandes eventos recentes mostrou que o legado não deve ser medido apenas pelo número de turistas durante duas semanas.

Os projetos também terão de responder a exigências climáticas. Distâncias entre instalações, reutilização de estruturas, energia, água, resíduos e temperatura durante as competições influenciam custos e emissões. Países de clima muito quente podem precisar adaptar horários e espaços; sedes extensas enfrentam desafios adicionais de deslocamento.

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Por que Índia, Qatar e África do Sul chamam atenção

A Índia tenta transformar a candidatura em símbolo de sua ascensão econômica e esportiva. O país também mira a realização de outros grandes eventos, usando a preparação como parte de uma estratégia de longo prazo. O desafio será demonstrar governança, financiamento estável, mobilidade e capacidade de entregar instalações dentro dos padrões olímpicos.

O Qatar possui experiência acumulada com a Copa do Mundo de 2022 e campeonatos internacionais de atletismo, natação, ginástica e ciclismo. Sua infraestrutura compacta é uma vantagem logística, enquanto clima, custos operacionais e garantias para participantes e visitantes estarão entre os pontos observados.

A África do Sul carrega um componente histórico: nenhuma Olimpíada de Verão foi realizada na África. O país recebeu a Copa do Mundo de 2010, mas precisará mostrar como um projeto olímpico pode aproveitar estruturas existentes, financiar novas obras e gerar benefícios amplos para a população.

Isso não torna esses três países favoritos oficiais. Alemanha, Coreia do Sul, Hungria e Turquia também apresentam experiência, infraestrutura e mercados turísticos relevantes. A avaliação seguirá aberta por mais de dois anos.

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Calendário previsto da Olimpíada de 2036

  1. 31 de outubro de 2026: prazo para novas manifestações de interesse.
  2. 2027 e 2028: avaliação e diálogo sobre projetos, garantias e viabilidade.
  3. Dezembro de 2028: previsão de convite aos anfitriões preferenciais para diálogo direcionado.
  4. Meados de 2029: eleição prevista da sede pelos membros do COI.

Até lá, propostas podem mudar, cidades podem ajustar seus planos e países podem desistir. O dado mais importante neste momento é que a disputa se tornou oficialmente internacional e inclui projetos da Europa, Ásia, Oriente Médio e África.

Acompanhe o processo oficial

O COI atualiza as etapas, regras e documentos da seleção de futuros anfitriões.

Ver informações do COI

Fontes consultadas

Imagem destacada: Samuel Regan-Asante/Unsplash.


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