iPhone 18 Pro cresce 3,1% no lançamento, puxado pela China; EUA e Japão recuam

TECNOLOGIA • MERCADO DE SMARTPHONES

O avanço global foi modesto e concentrado: a China compensou quedas importantes nos Estados Unidos e no Japão.

As vendas globais da série iPhone 18 Pro cresceram 3,1% nas três primeiras semanas após o lançamento, em comparação com a geração iPhone 17 Pro no mesmo intervalo de 2025. O resultado, divulgado pela Counterpoint Research em 27 de outubro de 2026, mostra um início positivo no total, mas bastante desigual entre os mercados.

+3,1%

Vendas globais da série Pro ante a geração anterior.

+29%

Crescimento anual estimado na China.

56%

Participação do Pro Max nas vendas da série Pro.

Pessoa segura um iPhone diante de um fundo claro
Imagem ilustrativa. Foto: Xalgalgavon/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

iPhone 18 Pro cresce 3,1%, mas o mapa regional revela contrastes

O Smartphone Weekly Sales Tracker da Counterpoint Research comparou as três primeiras semanas de disponibilidade do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max com o mesmo período da série 17 Pro. A expansão global foi de 3,1% em termos anuais.

O número sugere que a Apple conseguiu vender mais aparelhos premium no começo do ciclo, mas não sustenta sozinho a leitura de uma demanda uniforme. A maior parte da melhora veio da China, enquanto Estados Unidos e Japão registraram retração.

Mercado/indicadorVariação ou participaçãoLeitura
Global+3,1%Crescimento moderado nas três primeiras semanas
China+29%Principal motor do avanço global
Estados Unidos−4%Demanda inicial abaixo da geração anterior
Japão−27%Maior queda entre os mercados destacados
Pro Max56%Fatia das vendas da família Pro
Fonte: Counterpoint Research. Comparação anual das três primeiras semanas após o lançamento.

China concentra o crescimento do iPhone 18 Pro

As vendas na China subiram 29% em relação ao início da geração anterior. Segundo a Counterpoint, três elementos ajudam a explicar a diferença: maior disponibilidade inicial do produto, aumento de preços em smartphones Android topo de linha produzidos por concorrentes chineses e um posicionamento relativo mais favorável para o iPhone Pro.

Isso não significa que todo o mercado chinês de smartphones esteja em expansão. Em levantamento anterior, a própria consultoria apontou fraqueza nas vendas totais do país e atribuiu parte do movimento recente ao ciclo de lançamentos. A questão central é se a procura permanecerá forte depois do pico típico das primeiras semanas.

A Counterpoint também observou desempenho positivo em mercados como a Índia e indicou que países emergentes tenderam a favorecer o modelo Pro menor, em vez do Pro Max.

Preços pesam nos Estados Unidos e no Japão

Nos Estados Unidos, as vendas iniciais caíram 4%. A consultoria associa o recuo aos preços mais altos e à percepção de que as mudanças em recursos e design não seriam suficientes para acelerar a troca entre consumidores que já possuem aparelhos recentes.

No Japão, a queda estimada chegou a 27%. O câmbio ampliou o efeito dos reajustes, reduzindo o apelo da atualização. O contraste mostra como a mesma política de produto pode produzir resultados diferentes conforme renda, moeda local, subsídios das operadoras e intensidade da concorrência.

Entrada de vidro da Apple Store na Quinta Avenida, em Nova York
Apple Store da Quinta Avenida. Foto: Ed Uthman/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 2.5.

Pro Max ainda domina, mas perde um ponto de participação

O iPhone 18 Pro Max respondeu por 56% das vendas da família Pro, ante 57% na comparação equivalente do ano anterior. A diferença é pequena, porém sinaliza que o modelo Pro menor ganhou espaço relativo.

A Counterpoint relaciona a mudança aos preços mais altos e ao desempenho dos mercados emergentes, onde a procura se concentrou mais no Pro. Outro fator a acompanhar é o iPhone Duo, que já chegou ao Brasil e entrou no mercado depois do período analisado. Seu efeito poderá ser incremental ou retirar parte das vendas que iriam para o Pro Max.

O que o resultado significa para a estratégia da Apple

Para a Apple, um crescimento unitário modesto na linha premium pode ser relevante porque os modelos Pro ajudam o mix de receita. Mas a concentração geográfica aumenta o risco: se o impulso chinês refletir compras antecipadas, e não demanda duradoura, a expansão global poderá perder força durante o trimestre de fim de ano.

Os dados também reforçam três temas que investidores e fornecedores devem acompanhar:

  • Elasticidade a preço: até que ponto reajustes reduzem o ritmo de troca em mercados maduros.
  • Disponibilidade: estoques mais regulares podem elevar vendas iniciais sem necessariamente indicar procura estrutural maior.
  • Mix de modelos: o desempenho do Duo e do Pro menor pode alterar a participação do Pro Max e a receita média por aparelho.

O ciclo da Apple ocorre ao mesmo tempo em que a empresa amplia sua oferta de computadores. O VSFast também detalhou os novos MacBook Pro e iMac com chip M6 no Brasil, outro lançamento importante para a estratégia de hardware premium.

Apple Park Visitor Center iluminado ao anoitecer na Califórnia
Apple Park Visitor Center. Foto: Fastily/Wikimedia Commons, licença CC BY-SA 4.0.

O que o levantamento não permite concluir

Importante: os percentuais são estimativas da Counterpoint, não números de unidades divulgados pela Apple. Eles cobrem somente três semanas, comparam o início de dois ciclos de lançamento e não equivalem à receita trimestral da companhia.

O relatório não informa o volume absoluto vendido. Também não mede diretamente margem, receita de serviços, subsídios das operadoras ou o comportamento dos consumidores depois da janela inicial. A leitura mais prudente é a de um lançamento globalmente melhor, porém dependente da China e ainda sujeito a mudanças durante a temporada de compras.

Perguntas frequentes

Quanto cresceram as vendas do iPhone 18 Pro?

As vendas globais da série Pro cresceram 3,1% nas três primeiras semanas após o lançamento, segundo estimativas da Counterpoint Research.

Qual país puxou o resultado?

A China foi o principal motor, com crescimento anual estimado em 29% no período analisado.

As vendas aumentaram nos Estados Unidos?

Não. A Counterpoint estimou queda de 4% nos Estados Unidos e de 27% no Japão.

O levantamento informa quantos aparelhos foram vendidos?

Não. O estudo divulga variações percentuais e participação entre modelos, mas não apresenta o número absoluto de unidades.

Vai trocar de iPhone?

Compare o preço final, a capacidade de armazenamento, o período de suporte e o valor de revenda. Os números globais de lançamento ajudam a entender o mercado, mas não substituem uma avaliação do seu uso e orçamento.

Fontes e metodologia

Reportagem produzida com base em fontes identificadas e dados disponíveis até 28 de outubro de 2026. O VSFast não recebeu pagamento das empresas citadas.


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