Fachin arquiva investigação contra Moraes sobre contrato de R$ 130 milhões

Fachin arquiva pedido contra Moraes sobre contrato de R$ 130 milhões

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, arquivou um pedido de investigação e afastamento do ministro Alexandre de Moraes relacionado ao contrato milionário entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

A decisão não concluiu que houve roubo ou desvio de dinheiro. O arquivamento foi fundamentado em questões processuais, sem julgamento do mérito das acusações apresentadas no requerimento.

O que motivou o pedido?

Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira solicitaram investigação e afastamento de Moraes em razão de reportagens sobre o Banco Master, mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e o contrato com o escritório de advocacia.

O que se sabe sobre os R$ 130 milhões?

Reportagens detalharam um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões, com pagamentos previstos ao longo de 36 meses. O acordo abrangia serviços de consultoria jurídica e atuação em procedimentos judiciais e administrativos. O valor previsto em contrato não comprova que todo o montante tenha sido pago, nem que recursos tenham sido desviados.

Por que Fachin arquivou?

Segundo a cobertura da decisão de outubro de 2026, Fachin considerou que os requerentes não tinham legitimidade para apresentar diretamente ao STF o pedido nos moldes propostos. A decisão encerrou esse procedimento específico, sem absolvição criminal ou conclusão sobre o mérito das alegações.

O que disse a PGR?

Em dezembro de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, já havia arquivado outra representação relacionada ao caso, por ausência de elementos mínimos para a investigação solicitada. Trata-se de procedimento distinto.

Questionamentos que permanecem

O episódio suscita perguntas sobre o valor efetivamente pago, os serviços prestados, eventuais conflitos de interesses e a transparência das relações entre autoridades e instituições privadas. Essas questões devem ser avaliadas com documentos e provas, sem confundir suspeitas com crimes comprovados.

Conclusão

O arquivamento determinado por Fachin foi processual. Não há comprovação, nas informações aqui apresentadas, de que R$ 130 milhões tenham sido roubados. A controvérsia segue relevante para o debate sobre transparência e responsabilidade institucional.

Fontes

Band — arquivamento; Folha de S.Paulo — contrato; Agência Brasil — PGR.


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