ECONOMIA | ELEIÇÕES 2026 | 26 DE OUTUBRO DE 2026
A reação dos mercados internacionais ao segundo turno presidencial derrubou fundos de ações brasileiras e pressionou o real. Entenda os números e por que ainda não é possível afirmar uma perda consolidada em bilhões.
O que aconteceu nas primeiras horas?
Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de domingo (25), ativos ligados ao Brasil sofreram forte desvalorização no exterior. Na madrugada de segunda-feira (26), o ETF EWZ, negociado nos Estados Unidos, caiu cerca de 19,6% nas negociações noturnas e chegou a recuar aproximadamente 26% no pré-mercado, conforme registros de diferentes horários.
O real também caiu perto de 10% em contratos futuros negociados em Chicago. Esses contratos sinalizavam câmbio em torno de R$ 5,55 a R$ 5,60 por dólar, mas não equivaliam à cotação oficial do dólar à vista no Brasil.
Quanto o Brasil perdeu em reais?
Não existe, até o momento desta atualização, um total consolidado e verificável de perdas em reais. Quedas percentuais em ETFs, ações e contratos futuros não podem ser simplesmente somadas nem representam saída de dinheiro dos cofres públicos.
Como exercício matemático, uma desvalorização hipotética de 10% a 20% sobre um conjunto de empresas que valesse R$ 3 trilhões equivaleria a R$ 300 bilhões a R$ 600 bilhões em valor de mercado. Essa faixa é apenas uma simulação, não uma estimativa comprovada do prejuízo ocorrido após a eleição. O resultado real dependerá dos preços e da capitalização das empresas negociadas na B3.
Ações brasileiras também recuaram no exterior
Segundo levantamento da Exame divulgado na madrugada, Petrobras recuava cerca de 15,9%, Itaú 17,8% e XP aproximadamente 19,5% em negociações noturnas nos Estados Unidos. São variações registradas em horários específicos, sujeitas a mudanças.
Por que os mercados reagiram?
Analistas ouvidos por veículos especializados atribuíram parte da reação à revisão das expectativas sobre política fiscal, dívida pública, juros e câmbio após o resultado eleitoral. Essa é uma interpretação de mercado, não uma demonstração de que a eleição, por si só, tenha provocado uma perda permanente para a economia.
O que acompanhar agora?
Os próximos indicadores são a abertura e o fechamento do Ibovespa, o dólar comercial à vista, os juros futuros e a evolução dos preços das maiores companhias brasileiras. Só com dados consolidados será possível calcular uma variação confiável no valor de mercado da bolsa.
Fontes e atualização
Informações consultadas em 26/10/2026: InfoMoney (EWZ), Exame (ADRs) e Forbes Brasil (câmbio e ETFs). Valores podem mudar durante o pregão.
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