Cultura • Belém (PA) • Atualizado em 28/10/2026
Arte e fotografia ganham duas novas atrações gratuitas no centro de Belém nesta quinta-feira, 29 de outubro.
O Centro Cultural Banco da Amazônia recebe a mostra Fluxos, do fotógrafo e educador Miguel Chikaoka, e a exposição de grafismo Cultura Viva, com sete artistas paraenses. A programação inclui oficinas e encontros nos dias seguintes.

O lançamento de Cultura Viva está marcado para as 17h do dia 29, enquanto a abertura de Fluxos está anunciada para as 19h. Para a segunda mostra, a visitação regular começa em 30 de outubro e segue, conforme a programação divulgada, até 14 de fevereiro de 2027. A entrada é gratuita. As datas e horários foram confrontados com a agenda do próprio centro cultural e com a cobertura local publicada em 26 a 28 de outubro.
Além das estreias, o visitante encontra a exposição Burle Marx – Expedição Amazônia, dedicada à viagem de pesquisa realizada em 1983 pelo paisagista e sua equipe. Assim, o espaço reúne fotografia experimental, arte gráfica paraense e história ambiental brasileira no mesmo endereço.
A seguir, veja o que cada mostra apresenta, a agenda de abertura, as atividades do fim de semana e como planejar a visita sem depender de informações antigas sobre horários.
Leia mais sobre as exposições ↓
Agenda de abertura: o que acontece em 29 e 31 de outubro
A programação divulgada pelo Centro Cultural Banco da Amazônia permite organizar um roteiro concentrado, mas há uma distinção importante: inauguração não é necessariamente sinônimo de início da visitação regular. Em Fluxos, a abertura ocorre na noite do dia 29 e a visitação pública está anunciada a partir de sexta-feira, 30.
| Data | Atividade | Horário anunciado |
|---|---|---|
| 29/10, quinta | Inauguração de Cultura Viva | 17h |
| 29/10, quinta | Abertura de Fluxos | 19h |
| 30/10, sexta | Início da visitação regular de Fluxos | Durante o funcionamento do centro |
| 31/10, sábado | Amazônia na Mala, com Kadu Alvorada | 10h–11h |
| 31/10, sábado | A Escuta das Sementes, com Valéria Scornaienchi | 10h–13h |
As atividades educativas podem exigir inscrição, ter limitação de vagas ou condições específicas. Por isso, antes de sair de casa, consulte a programação oficial atualizada.
Fluxos: Miguel Chikaoka transforma fotografia em experiência sensorial
Em vez de apresentar apenas fotografias emolduradas, Fluxos propõe pensar a imagem a partir da luz, da natureza, do corpo e das relações humanas. A exposição reúne instalações, experiências visuais e criações coletivas de diferentes fases da trajetória de Miguel Chikaoka, fotógrafo, educador e pesquisador ligado à cena cultural paraense.
O projeto teve etapas participativas antes mesmo da abertura. Em agosto, encontros em quintais e outros espaços reuniram pessoas para experimentações que passaram a integrar o processo artístico. Esse método ajuda a explicar por que a mostra é descrita pelos organizadores como algo além de uma retrospectiva: o visitante encontra também vestígios de encontros, aprendizagem e produção compartilhada.
A programação prevê oficinas e palestras que aprofundam essa proposta. Em 31 de outubro, a atividade A Escuta das Sementes, conduzida por Valéria Scornaienchi, aproxima processos criativos e observação do mundo natural. A agenda de novembro inclui outros encontros ligados à fotografia e à formação artística. A mostra está prevista para as galerias 2 e 3, com visitação até 14 de fevereiro de 2027, segundo a divulgação da organização.
Para quem acompanha tecnologia e inteligência artificial, a exposição oferece também uma reflexão útil: embora a fotografia hoje circule por celulares, algoritmos e telas, a experiência artística pode começar antes da captura, na atenção à luz e no modo como as pessoas observam o ambiente. Essa é uma leitura editorial do trabalho, não uma afirmação de que a mostra seja dedicada à IA.
Cultura Viva: sete artistas paraenses ocupam o centro cultural
A Mostra de Grafismo Cultura Viva apresenta trabalhos de Allen Campos, Helô Rodrigues, J. Bosco, Ka Miranda, Luciano Meskyta, Paulo Emmanuel e Thay. A proposta é levar a arte gráfica para áreas de circulação do centro cultural, transformando o próprio espaço em ponto de contato com referências da cultura amazônica.
Os trabalhos dialogam com folclore, música, saberes tradicionais e personagens populares. Segundo a cobertura do jornal O Liberal, publicada em 27 de outubro, a iniciativa foi concebida como uma galeria permanente no foyer. Isso distingue Cultura Viva de uma exposição temporária convencional e pode ampliar a visibilidade dos artistas no cotidiano do equipamento cultural.
Grafismo não significa apenas ilustração decorativa. Na mostra, as imagens são uma linguagem para comunicar memórias, identidades e repertórios regionais. É uma oportunidade para moradores e visitantes conhecerem narrativas locais sem reduzir a Amazônia a uma paisagem genérica.
Burle Marx – Expedição Amazônia completa o roteiro
Quem visitar as duas estreias poderá conhecer outra atração em cartaz: Burle Marx – Expedição Amazônia. A exposição recupera a jornada de 52 dias e cerca de 11 mil quilômetros feita em 1983 por Roberto Burle Marx e uma equipe de pesquisadores. O percurso atravessou nove estados e contribuiu para o registro e a coleta de centenas de espécies vegetais.
Segundo o Iphan, a mostra reúne mais de 200 fotografias, documentos, depoimentos e objetos históricos distribuídos em quatro ambientes. O acervo revela a atuação do paisagista como pesquisador e defensor da conservação ambiental, para além de seus jardins conhecidos.

Os documentos da expedição permitem relacionar paisagismo, biodiversidade e as discussões atuais sobre o uso da floresta. O Iphan divulgou inicialmente encerramento em 17 de janeiro de 2027, enquanto outras publicações mencionam 24 de janeiro; como há divergência entre os calendários, o visitante deve confirmar a data final diretamente com o centro cultural.
Como visitar: endereço, entrada e horários
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia
Endereço: avenida Presidente Vargas, 800, bairro da Campina, Belém (PA)
Entrada: gratuita
Visitação até 2/11: terça a sexta, 10h–16h; sábados, domingos e feriados, 10h–14h
A partir de 3/11: horário divulgado de terça a sexta, 10h–18h; fins de semana e feriados, 10h–14h
Os horários de novembro foram informados em comunicados recentes e podem sofrer ajustes em feriados ou eventos especiais. Para quem vem de fora de Belém, vale combinar a visita ao centro cultural com um roteiro pelo centro histórico, respeitando deslocamentos e horários reais, sem presumir que atrações próximas estarão abertas.
O endereço oficial e a agenda podem ser consultados no portal do Centro Cultural Banco da Amazônia. Não há indicação segura de que todas as oficinas dispensem inscrição, portanto não trate a gratuidade da visitação como garantia de vaga em atividades específicas.
Por que as exposições importam para a cultura e o turismo
As três propostas abordam dimensões complementares da região: a experimentação fotográfica de Chikaoka, a criação gráfica de artistas locais e a memória de uma expedição botânica histórica. Juntas, ajudam a apresentar Belém como cidade de produção cultural contemporânea, e não apenas como ponto de partida para conhecer paisagens amazônicas.
Há ainda um aspecto de acesso: a entrada gratuita diminui o custo de contato com obras e atividades educativas, embora transporte, alimentação e eventuais deslocamentos continuem a cargo do visitante. A iniciativa também pode aproximar estudantes e moradores de artistas, pesquisadores e debates ambientais.
Para ampliar a leitura, confira no VSFast a reportagem sobre a proteção do patrimônio cultural vivo, a cobertura do festival de cinema e arte ligado à natureza na Índia e a análise sobre patrimônio mundial e biodiversidade.
Perguntas frequentes
As exposições em Belém são gratuitas?
Sim. A visitação anunciada para Fluxos, Cultura Viva e Burle Marx – Expedição Amazônia é gratuita. Atividades educativas podem ter inscrições e limites de participantes.
Quando começa a visitação de Fluxos?
A abertura está prevista para 29 de outubro de 2026, às 19h. A visitação regular é anunciada a partir de 30 de outubro, com encerramento previsto para 14 de fevereiro de 2027.
Onde fica o Centro Cultural Banco da Amazônia?
Na avenida Presidente Vargas, 800, no bairro da Campina, em Belém do Pará.
Posso participar das oficinas de 31 de outubro sem inscrição?
A programação informa atividades nesse dia, mas não assegura vagas livres. Consulte as orientações do centro cultural antes de comparecer.
Planeje sua visita
Confira a agenda oficial antes de sair
Veja horários, inscrições e possíveis mudanças na programação diretamente com o organizador.
Consultar programação oficialFontes e transparência editorial
Reportagem produzida em 28 de outubro de 2026 a partir de informações do Centro Cultural Banco da Amazônia, da reportagem sobre Fluxos de 27/10, de O Liberal, 27/10, de Mercadizar, 26/10 e do Iphan, 18/09. Imagens históricas e ilustrativas com autoria e licenças indicadas nas legendas; nenhuma delas retrata a inauguração de 2026. Programação sujeita a alterações.
Descubra mais sobre VsFast — Tecnologia, Notícias e Tendências
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.