O poder da gratidão
O Cisne e a poça
🦢 Cisne e a Poça
Era uma vez, em um terreno esquecido no fim de uma estrada de terra, uma pequena poça d’água formada pela chuva. Não era funda, nem limpa, nem bonita. Mas era ali que vivia um cisne branco, de penas brilhantes e olhar tranquilo.
Ele não tinha um grande lago como nos contos famosos. Sua casa era simples: uma poça cercada por barro, mato e alguns insetos.
Mas, para ele, aquilo não era problema.
Todas as manhãs, o cisne acordava cedo, esticava o pescoço com elegância e deslizava pela água como se estivesse em um palco. Ele mergulhava devagar, sacudia as asas com graça e caminhava ao redor da poça como se fosse um rei observando seu reino.
Os outros animais não entendiam.
Um sapo ria:
— Você acha mesmo que isso aqui é um lago?
Uma galinha dizia:
— Isso é só lama!
Mas o cisne respondia calmamente:
— Pode até ser uma poça para vocês, mas para mim é o suficiente.
Com o passar dos dias, o sol ficou mais forte e a poça começou a secar. A água desaparecia aos poucos.
Os animais diziam:
— Agora acabou!
Mas o cisne continuava com sua postura elegante, mesmo com pouca água.
Até que um dia, a poça secou completamente.
O cisne ficou em silêncio por um momento. Olhou ao redor… e então abriu suas asas.
Ele voou.
Voou alto, até encontrar um grande lago, limpo e brilhante. Ao pousar, deslizou sobre a água com a mesma elegância de sempre.
Nada havia mudado nele.
Porque nunca foi a poça que o fazia especial… era quem ele era.
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