Naufrágio em Djibuti deixa 139 mortos e 84 desaparecidos

Um naufrágio em Djibuti deixou ao menos 139 mortos, incluindo 15 crianças, e 84 pessoas desaparecidas. Ao todo, a embarcação transportava 305 migrantes em direção ao Iêmen quando virou perto de Guhere, ao norte de Obock, durante a noite de 8 para 9 de outubro de 2026, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

O que se sabe

  • 305 pessoas estavam a bordo.
  • 139 mortes foram confirmadas até 11 de outubro.
  • 84 pessoas permaneciam desaparecidas.
  • 82 sobreviventes foram contabilizados, todos cidadãos etíopes, segundo a OIM.
  • As buscas continuavam e os números ainda poderiam mudar.
Embarcações no Golfo de Tadjoura, em Djibuti, imagem ilustrativa da rota marítima para o Iêmen
Embarcações no Golfo de Tadjoura, em Djibuti. Imagem ilustrativa: Natalia Murillo/Marinha dos Estados Unidos, domínio público, via Wikimedia Commons.

Como ocorreu o naufrágio em Djibuti

Segundo relatos reunidos pela OIM, os dados indicam que o barco partiu na noite de 8 de outubro e afundou pouco depois, ainda próximo da costa. Além disso, o chefe da missão da agência em Djibuti, Alexandre Coissac, afirmou à Associated Press que a embarcação estava superlotada.

Além disso, autoridades locais iniciaram buscas e o atendimento às vítimas, mas a quantidade de corpos encontrados em curto espaço de tempo superou a capacidade inicial da operação. Por enquanto, o balanço oficial considera os óbitos verificados pelas autoridades e pode aumentar conforme novas vítimas sejam localizadas e identificadas.

Por sua vez, a Reuters informou que equipes de emergência, a OIM e autoridades de Djibuti continuavam os trabalhos de busca e assistência. As equipes encaminharam sobreviventes ao centro de resposta a migrantes da agência em Obock.

Naufrágio em Djibuti: balanço confirmado até 11 de outubro

SituaçãoNúmero informadoObservação
Pessoas a bordo305Dado baseado em relatos dos sobreviventes e da OIM
Mortes confirmadas139Incluem ao menos 15 crianças
Desaparecidos84Buscas permaneciam em andamento
Sobreviventes82Todos identificados como cidadãos etíopes pela agência
Os números são provisórios e podem ser revisados pelas autoridades.

Naufrágio em Djibuti: atendimento aos sobreviventes

Após o resgate, os sobreviventes receberam assistência médica após a exposição à água do mar, além de alimentos e apoio psicológico. Infelizmente, parte deles já sabia da morte de familiares; por outro lado, outros puderam usar telefones para avisar parentes de que estavam vivos.

Além disso, a agência da ONU informou que 64 sobreviventes estavam sendo atendidos diretamente em seu centro de Obock. Por sua vez, a diferença em relação ao total de resgatados pode refletir pessoas encaminhadas para outros serviços ou que não permaneciam na unidade no momento da atualização.

Naufrágio em Djibuti: onde fica a rota para o Iêmen

Geograficamente, Djibuti está no Chifre da África, diante do Iêmen e próximo ao estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o golfo de Áden ao mar Vermelho. Assim, a travessia faz parte da chamada Rota Oriental, usada principalmente por migrantes que saem da Etiópia e de outros países da região tentando chegar ao Iêmen e, depois, a nações do Golfo em busca de trabalho.

À primeira vista, a direção da viagem pode parecer contraditória porque o Iêmen enfrenta um conflito prolongado e grave crise humanitária. Ainda assim, redes de transporte irregular continuam operando, e muitos viajantes consideram o país uma etapa para alcançar mercados de trabalho como o da Arábia Saudita.

Rota Oriental: por que o naufrágio em Djibuti expõe tantos riscos

Além de embarcações superlotadas e sem estrutura adequada, migrantes enfrentam tráfico de pessoas, extorsão, violência, detenções, falta de água e longos deslocamentos por áreas desérticas. Entretanto, a insegurança não termina no desembarque: a viagem terrestre pelo Iêmen também expõe pessoas vulneráveis a grupos armados e redes criminosas.

Segundo o Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM, mais de 900 pessoas morreram ou desapareceram nessa rota em 2025. Entretanto, a agência destaca que os registros provavelmente representam apenas parte do total, porque muitos casos não são documentados.

O que leva tantas pessoas a fazer a travessia

Nesse contexto, não existe uma única causa. Entre os fatores, falta de emprego, pobreza, secas, conflitos locais, insegurança e pressão de redes de recrutamento aparecem com frequência nos relatos. Além disso, no caso de cidadãos etíopes, tensões internas e as consequências de anos de violência em diferentes regiões também contribuem para o deslocamento.

Além disso, intermediários costumam apresentar a viagem como um caminho rápido para oportunidades no exterior, minimizando riscos e cobrando valores que podem endividar famílias. Por isso, quando rotas regulares são inacessíveis ou insuficientes, pessoas em situação de desespero acabam aceitando alternativas perigosas.

Por que os números do naufrágio em Djibuti podem mudar

Em geral, nos desastres marítimos, o balanço inicial depende da lista de passageiros, de depoimentos e da localização das vítimas. Além disso, em embarcações irregulares, raramente existe um registro confiável de todos os ocupantes. Além disso, equipes podem localizar corpos em diferentes pontos da costa, enquanto outras vítimas podem receber sepultamento antes da identificação formal.

Por esse motivo, a atualização da OIM deve ser tratada como um balanço provisório. Por fim, o VSFast acompanhará novas informações divulgadas pela agência da ONU e pelas autoridades de Djibuti.

Leia também: acompanhe a reportagem sobre o terremoto no Panamá e a resposta das autoridades e entenda como alertas de viagem afetam o turismo na Síria.

Perguntas frequentes

Quantas pessoas estavam no barco?

Segundo a OIM, a embarcação transportava 305 pessoas e relatos de sobreviventes.

Quantas pessoas sobreviveram?

Até 11 de outubro, as equipes haviam contabilizado 82 sobreviventes. Segundo a agência, todos eram cidadãos etíopes.

Onde o barco virou?

De acordo com a OIM, o naufrágio ocorreu perto de Guhere, ao norte de Obock, na costa de Djibuti. Na ocasião, a embarcação seguia em direção ao Iêmen.

As buscas terminaram?

Não. Na última atualização, as equipes ainda procuravam 84 desaparecidos no momento da atualização, e o número de vítimas poderia aumentar.

Informação responsável

Compartilhe apenas balanços atribuídos à OIM ou às autoridades envolvidas. Evite imagens gráficas e publicações sem fonte, que podem causar sofrimento adicional às famílias e espalhar números incorretos.


Fontes: Organização Internacional para as Migrações, Associated Press e Reuters. Atualizado em 11 de outubro de 2026.


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