Meta aposta C$ 13 bilhões em data center no Canadá e coloca Alberta no mapa da infraestrutura de IA

Atualizado em 21 de setembro de 2026. A corrida mundial por infraestrutura de inteligência artificial ganhou um novo foco no Canadá. O plano da Meta para construir um data center de aproximadamente C$ 13 bilhões (cerca de US$ 9 bilhões) em Alberta está aumentando o interesse de grandes operadores de nuvem e IA pela província, segundo a Reuters.

O movimento reúne três fatores cada vez mais importantes na expansão da IA: capacidade computacional, disponibilidade de terrenos e acesso a grandes volumes de eletricidade.

Por que Alberta entrou no radar dos gigantes da tecnologia

Alberta reúne disponibilidade de terra, clima frio e acesso a gás natural relativamente barato para geração elétrica. Segundo Avik Dey, CEO da Capital Power, a decisão da Meta passou a ser vista por outros operadores como um sinal de confiança na estratégia regional para inteligência artificial.

A Capital Power afirma estar em conversas para fornecer eletricidade a outros projetos potenciais. Mais de 100 propostas de data centers foram apresentadas em Alberta, segundo a Reuters, embora propostas não representem construções confirmadas.

Energia virou parte central da corrida pela IA

Treinar e operar modelos de IA em grande escala exige milhares de aceleradores, redes de alta velocidade, refrigeração e fornecimento elétrico contínuo. A competição para receber esses investimentos está cada vez mais ligada à capacidade de ampliar geração e transmissão de energia.

No projeto da Meta, a Capital Power deverá fornecer inicialmente 250 megawatts. Posteriormente, uma instalação de geração a gás natural desenvolvida em parceria com a Pembina Pipeline deverá atender o data center. A previsão citada pela Reuters é de entrada em operação em 2030.

Canadá amplia presença em data centers de grande escala

O movimento não está limitado a Alberta. A BCE anunciou a ampliação de um projeto em Saskatchewan para um hub de data centers de 1,2 gigawatt. Os projetos mostram como o Canadá tenta aproveitar território, clima e recursos energéticos para ampliar sua participação na infraestrutura que sustenta serviços de nuvem e IA.

Custos e impacto local entram no debate

Grandes data centers podem demandar enormes volumes de eletricidade e, dependendo da tecnologia, água para refrigeração. Em Alberta, discute-se se instalações que utilizem a rede pública antes de terem geração própria poderiam pressionar oferta e custos para consumidores.

Uma pesquisa Angus Reid de julho, citada pela Reuters, indicou que 68% dos canadenses consultados se oporiam à instalação de um grande data center perto de suas residências.

O que acompanhar daqui para frente

Será importante observar quantas propostas em Alberta avançarão, como serão financiadas novas fontes de eletricidade e se outros hyperscalers confirmarão investimentos semelhantes. Para a IA, energia, terrenos, redes elétricas e infraestrutura física estão se tornando vantagens competitivas tão relevantes quanto chips e modelos.


Fonte e leitura complementar

Os dados centrais foram verificados na cobertura da Reuters publicada em 21 de setembro de 2026.

Ler a fonte original na Reuters →


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